28/7/2010 - 14:17
Depois de arrancar a orelha de três adversários, Tiago Lacerda se prepara para quebrar o cóccix do último zagueiro remanescente
SÃO PAULO - A infância pobre, a escolinha do Flamengo e os carrinhos distribuídos pelos campos de futebol do mundo fazem parte do musical "Felipe Melo - O Gengis Khan dos Gramados". Produzida por Charles Muller e Cláudio Botelho, o espetáculo é dirigido por José Celso Martinez Corrêa: "É a peça mais visceral que fiz nos últimos vinte anos. A entrega dos atores é absoluta. Todos os dias, em cena, são quebrados três fêmures, duas clavículas, sete costelas e, no último ato, um ator perde o baço."
O musical tem músicas de Mano Brown, interpretadas por uma orquestra de ortopedistas.
Tiago Lacerda ensaiou as coreografias exaustivamente e aposta no sucesso do projeto: "Anos de teatro clássico não me prepararam para o clímax em que tenho que derrubar os 15 bailarinos em cena e em seguida piso em cada um deles ao som de 'Pânico na Zona Sul'. Zé Celso exige que pelo menos três passem a necessitar de colete ortopédico", explica. "Outro trunfo é a volta do teatro participativo. No final da peça, eu me viro para o público e ameaço: 'Se eu quisesse, quebraria cada um de vocês'. Se alguém encara, eu entro com os dois pés”, disse Lacerda, quebrando a canela do fotógrafo de piauí Herald.
A produção do espetáculo deixou claro que a compra de ingresso inclui um seguro saúde.
Presente à estreia, Bárbara Heliodora perdeu todos os dentes da arcada superior.
- Categoria: Cultura

Tendo sido ameaçada com sanções pelo Conselho de Segurança da ONU (o Brasil votou contra mas não adiantou nada), a revista
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