Estadão.com.br
‹ Ir para edição atual

Busca avançada





  • Edição 68
  • Edição 67
  • Edição 66
  • Edição 65
  • Edição 64
  • Edição 63
  • Edição 62
  • Edição 61
  • Edição 60
  • Edição 59
  • Edição 58
  • Edição 57
  • Edição 56
  • Edição 55
  • Edição 54
  • Edição 53
  • Edição 52
  • Edição 51
  • Edição 50
  • Edição 49
  • Edição 48
  • Edição 47
  • Edição 46
  • Edição 45
  • Edição 44
  • Edição 43
  • Edição 42
  • Edição 41
  • Edição 40
  • Edição 39
  • Edição 38
  • Edição 37
  • Edição 36
  • Edição 35
  • Edição 34
  • Edição 33
  • Edição 32
  • Edição 31
  • Edição 30
  • Edição 29
  • Edição 28
  • Edição 27
  • Edição 26
  • Edição 25
  • Edição 24
  • Edição 23
  • Edição 22
  • Edição 21
  • Edição 20
  • Edição 19
  • Edição 18
  • Edição 17
  • Edição 16
  • Edição 15
  • Edição 14
  • Edição 13
  • Edição 12
  • Edição 11
  • Edição 10
  • Edição 9
  • Edição 8
  • Edição 7
  • Edição 6
  • Edição 5
  • Edição 4
  • Edição 3
  • Edição 2
  • Edição 1


Compartilhar:

Adoniran Barbosa, o homem que desmentiu Vinicius

Canções do mais carismático e inventivo sambista paulista em desenhos tão falsamente ingênuos quanto suas letras

por Zé Pedro

Tamanho da letra:
Imprimir:

Adoniran Barbosa foi o personagem mais famoso criado por João Rubinato. E foi munido da liberdade ficcional que o ator, compositor e humorista construiu os exageros caricaturais que o celebrizaram. Misturou o sotaque do interior aos trejeitos italianos. Encarou a cidade grande com os olhos de um caipira. Criou um linguajar novo a partir de suas letras. João Rubinato fez de Adoniran Barbosa o inventor do samba paulista.

Somado ao intérprete criativo, havia um compositor de mão-cheia. Suas crônicas urbanas ganhavam personalidade e relevância, embaladas por uma irresistível cadência. São dele clássicos atemporais como Trem das onze, Saudosa maloca, Samba do Arnesto, As maripo-
sas e Tiro ao Álvaro, sambas que fizeram sucesso na sua voz, na dos Demônios da Garoa e na de João Gilberto, entre tantos outros intérpretes que cantaram o seu repertório.

Festeja-se aqui, com trenzinho, tatu e estricnina, o primeiro centenário de nascimento do homem que, ao lado de Paulo Vanzolini, desmentiu Vinicius de Moraes. Desde que se meteu a compor, ninguém mais pode dizer que São Paulo é "o túmulo do samba" - como queria o poetinha -, sem cometer injustiça.

Conteúdo Relacionado

Galeria
Visite a página da revista piauí no Orkut