Estadão.com.br
‹ Ir para edição atual

Busca avançada





  • Edição 68
  • Edição 67
  • Edição 66
  • Edição 65
  • Edição 64
  • Edição 63
  • Edição 62
  • Edição 61
  • Edição 60
  • Edição 59
  • Edição 58
  • Edição 57
  • Edição 56
  • Edição 55
  • Edição 54
  • Edição 53
  • Edição 52
  • Edição 51
  • Edição 50
  • Edição 49
  • Edição 48
  • Edição 47
  • Edição 46
  • Edição 45
  • Edição 44
  • Edição 43
  • Edição 42
  • Edição 41
  • Edição 40
  • Edição 39
  • Edição 38
  • Edição 37
  • Edição 36
  • Edição 35
  • Edição 34
  • Edição 33
  • Edição 32
  • Edição 31
  • Edição 30
  • Edição 29
  • Edição 28
  • Edição 27
  • Edição 26
  • Edição 25
  • Edição 24
  • Edição 23
  • Edição 22
  • Edição 21
  • Edição 20
  • Edição 19
  • Edição 18
  • Edição 17
  • Edição 16
  • Edição 15
  • Edição 14
  • Edição 13
  • Edição 12
  • Edição 11
  • Edição 10
  • Edição 9
  • Edição 8
  • Edição 7
  • Edição 6
  • Edição 5
  • Edição 4
  • Edição 3
  • Edição 2
  • Edição 1


Compartilhar:

Frascos fresquíssimos

por Christie Mayer Lefkowith

Tamanho da letra:
Imprimir:

Um frasco de Myrbaha, um perfume fabricado em 1913, está à venda na internet por 1 650 euros. É uma relíquia da Bichara, grife de um libanês estabelecido em Paris no fim do século XVIII, que se apresentava à sociedade da belle époque como "perfumista sírio". O vidro, que tem na tampa uma cabeça de faraó em cristal fosco, é uma peça numerada da Baccarat, vidraria estabelecida na Lorena ainda no reinado de Luís XV, sob os auspícios do ministro Jean-Baptiste Colbert, cujas normas industriais inauguraram, para os artigos de luxo franceses, a fama que eles desfrutam até hoje.

Decadente, a Bichara fechou as portas na década de 1950. Não restou nenhuma gota de Myrbaha dentro do vidro. O frasco é, por si só, uma peça de coleção, típica do que Christie Mayer Lefkowith, comerciante de arte decorativa, considera o apogeu do luxo engarrafado: a virada do século XX, quando o rótulo tradicional em garrafa anônima já não bastava. Desenhistas como René Lalique, pintores como Salvador Dalí e costureiros como Paul Poiret começaram, de uma hora para outra, a engendrar invólucros de perfumes cada vez mais ostentatórios. Eles ganharam plumas, fitas, madeiras raras, filetes de ouro, estojos de jóia, curvas de esculturas em art nouveau e até adereços de baquelita, o primeiro plástico a entrar na moda. Lefkowith é autora de um guia para quem quiser fuçar as obras-primas da perfumaria clássica sem usar o nariz, mas os olhos. Eis algumas das peças que ela coleciona, descreve e recomenda.

Conteúdo Relacionado

Galeria
Visite a página da revista piauí no Orkut