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questões musicais

  • O pop e o dinheiro

    O pop e o dinheiro

    O que espanta no clipe musical de Rihanna é o seu altíssimo grau de redundância. Ele forma um sistema fechado, dominado por uma única entidade que remete o tempo todo a si mesma. O dinheiro não é mais o meio, que equilibra-se com outros objetos do mundo, mas é a um só tempo o sujeito e o objeto do discurso. Não há nada além disso. Rihanna, Jay Z ou Mc Guimê (atirando notas no seu Plaquê de cem) são apenas emissários – apenas ligam a máquina autorreferente. Para usar uma manobra pós-estruturalista, eles não falam o discurso do dinheiro, mas são falados por ele. O incomodo vem do fato de que, como acontece com outros sistemas fechados, perde-se o contato com o real (com o que existe fora); o sistema passa a funcionar no vazio, em looping infinito (como a voz de fundo, repetindo incessantemente em contraponto “eu ainda tenho dinheiro, eu ainda tenho dinheiro”).  — Leia o post completo.


  • As ilusões de Orestes

    As ilusões de Orestes

    A vida é um palco iluminado. E eu vivia vestido de doirado, palhaço das perdidas ilusões. Muito da obra poética do Orestes Barbosa letrista apóia-se sobre a denúncia romântica das aparências ilusórias. Há um jogo contínuo entre verdade e mentira, fundo e superfície. O paradoxo é que tal verdade só pode ser apreendida pelo reflexo fugidio da aparência. As imagens mentem – mas é preciso passar por essa mentira para se ter acesso à verdade. O mundo revela-se de modo indireto, rebatido em superfícies. O olhar jamais é direto, desimpedido, mas sempre mediado por alguma película, alguma impedimento leve que não chega a bloqueá-lo. A musa suburbana da canção homônima revela seu sorriso por trás da veneziana. — Leia o post completo.


  • A elegância musical da Pantera

    A elegância musical da Pantera

    O tema de Henry Mancini foi tão bem sucedido que tornou-se, mais do que uma tradução, um equivalente sonoro da pantera. É como se o movimento da pantera - seu jeito elegante de andar - fosse mimetizado pelo movimento sônico da música; o tom quente da cor rosa encontrando paralelo no timbre aveludado do sax tenor que emite a principal frase melódica. A simbiose é tão completa que por vezes penso que a música veio primeiro. Não veio. Ao contrário: conta-se que Mancini compôs a trilha vendo imagens do desenho, inspirando-se no jeito de andar da pantera. O fascínio da música vem disso: mais do que representar ou simbolizar, como a linguagem verbal faz, ela é capaz de imitar o movimento de seres, coisas e até de noções mais abstratas, como por exemplo “inverno” ou “revolução”. — Leia o post completo.


  • Uma canção de Bob Dylan

    Uma canção de Bob Dylan

    É curioso como às vezes grandes obras de arte passam por nós sem obter uma resposta à altura. Demorou para que eu compreendesse a grandeza de Tangled up in blue, uma canção de Bob Dylan. A letra conta a história de um relacionamento amoroso, suas idas e vindas através do tempo. O pano de fundo é a transição dos anos 1960 para os 70, e a história particular do casal aos poucos vai revelando de modo magistral, a história mais ampla da geração do drop out – a geração que abandonou o território familiar para cair no mundo. As referências a esse imaginário geracional são precisas e concretas – o encontro que acontece quando a mulher está prestes a se divorciar, a debandada para New Orleans, os sucessivos empregos, o período de moradia num vão de escada na Montague Street (Brooklyn, Nova York), numa época romântica em que “havia música nos cafés à noite / e revolução no ar”. — Leia o post completo.


  • Lullaby

    Lullaby

    No princípio de tudo está a voz materna. Antes mesmo de nascermos já reconhecemos a voz do ser que nos carrega. Através das paredes do útero começamos a filtrar os sons externos, do mundo lá fora, e a partir da voz da mãe começamos a imprimir em nosso ser os contornos melódicos da fala. Essa absorção da sonoridade pura da fala será, mais tarde, a via de desenvolvimento da linguagem. Nessa fase, somos seres aquáticos, imersos em tépida substância líquida. — Leia o post completo.


  • A despedida de Caymmi

    A despedida de Caymmi

    Pérola tardia na obra de Dorival Caymmi, Sargaço Mar foi composta quando ele tinha por volta de 62 anos. Parece um hino de despedida, como se fosse o ponto final da esplêndida carreira do compositor, a canção que encerra o seu legado. Poucas músicas exercem tamanho fascínio sobre mim. Ouvi dizer que quando Caymmi a expôs ao mundo, durante uma temporada em Salvador, nos anos 1970, Caetano Veloso ia a todas as apresentações. E ia não apenas porque idolatrava Caymmi como “a mãe da palavra cantada”, mas porque se enamorara de tal forma de Sargaço Mar que ansiava por encontrá-la repetidamente, noite após noite, na ânsia de ampliar o arrebatamento amoroso. E chorava de beleza no teatro escuro. — Leia o post completo.


  • Los Hermanos e a geração Y

    Los Hermanos e a geração Y

    Tenho lido na internet alguns textos falando sobre a “geração Y” - a geração daqueles que nasceram entre o fim da década de 1970 e meados dos anos 1990. Em geral são textos que adotam o ponto de vista dos pais desses “novos adultos”. A julgar pelo que vem sendo escrito, a geração Y anda meio infeliz.  — Leia o post completo.


  • Cantos da escravidão

    Cantos da escravidão

    Os escravos vieram cantando para o Brasil. Fontes históricas do século XVIII indicam que, nos navios negreiros, os capitães encorajavam a dança e a música entre a tripulação de cativos. Era uma forma de reduzir o risco de depressão e morte durante a viagem – ou seja, uma forma de evitar o prejuízo dos mercadores. Ao desembarcar, os africanos continuaram cantando.   — Leia o post completo.


  • Gil tecnológico

    Gil tecnológico

    Há algumas semanas atrás, Gilberto Gil fez, no Rio, o show de lançamento de seu novo CD. Uma coluna social noticiou o evento, trazendo um desabafo do compositor. Em meio a invasão de seu camarim por aparelhos de celular ávidos por selfies, disse o baiano que, além de não ser muito ligado em tecnologia, faz críticas a ela: “Não é a mesma coisa fazer show hoje. Há 20 anos, tínhamos muito mais qualidade, mesmo sem tanta tecnologia. Hoje todo mundo deixa tudo nas mãos dos equipamentos. Esquecem do detalhe manual, que faz diferença”. O desabafo de Gil descortina um dos grandes dilemas de nosso tempo: a saber, de que o avanço tecnológico não necessariamente tem implicado um aumento na qualidade da experiência vivida. É algo que está no ar. — Leia o post completo.


  • O fim é o começo... e o começo é o fim

    Ma fin est mon commencement é um rondó escrito por Guillaume de Machaut, trovador francês do século XIV. Três linhas melódicas se entrelaçam para expor musicalmente o que é indicado pelos versos de abertura: a noção de uma esfericidade perfeita - ma fin est mon commencement et mon commencement est ma fin (“meu fim é meu começo e meu começo é meu fim”). Trata-se de um palíndromo musical. Lido progressivamente ou de trás pra frente, do fim para o começo, a linha melódica articula a mesma seqüência de notas e durações. Dizem que Machaut entregava ao cantor apenas metade da linha, pedindo para que este a cantasse nos sentidos de ida e, depois, de volta. — Leia o post completo.