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questões musicais

  • Uma canção de Bob Dylan

    Uma canção de Bob Dylan

    É curioso como às vezes grandes obras de arte passam por nós sem obter uma resposta à altura. Demorou para que eu compreendesse a grandeza de Tangled up in blue, uma canção de Bob Dylan. A letra conta a história de um relacionamento amoroso, suas idas e vindas através do tempo. O pano de fundo é a transição dos anos 1960 para os 70, e a história particular do casal aos poucos vai revelando de modo magistral, a história mais ampla da geração do drop out – a geração que abandonou o território familiar para cair no mundo. As referências a esse imaginário geracional são precisas e concretas – o encontro que acontece quando a mulher está prestes a se divorciar, a debandada para New Orleans, os sucessivos empregos, o período de moradia num vão de escada na Montague Street (Brooklyn, Nova York), numa época romântica em que “havia música nos cafés à noite / e revolução no ar”. — Leia o post completo.


  • Lullaby

    Lullaby

    No princípio de tudo está a voz materna. Antes mesmo de nascermos já reconhecemos a voz do ser que nos carrega. Através das paredes do útero começamos a filtrar os sons externos, do mundo lá fora, e a partir da voz da mãe começamos a imprimir em nosso ser os contornos melódicos da fala. Essa absorção da sonoridade pura da fala será, mais tarde, a via de desenvolvimento da linguagem. Nessa fase, somos seres aquáticos, imersos em tépida substância líquida. — Leia o post completo.


  • A despedida de Caymmi

    A despedida de Caymmi

    Pérola tardia na obra de Dorival Caymmi, Sargaço Mar foi composta quando ele tinha por volta de 62 anos. Parece um hino de despedida, como se fosse o ponto final da esplêndida carreira do compositor, a canção que encerra o seu legado. Poucas músicas exercem tamanho fascínio sobre mim. Ouvi dizer que quando Caymmi a expôs ao mundo, durante uma temporada em Salvador, nos anos 1970, Caetano Veloso ia a todas as apresentações. E ia não apenas porque idolatrava Caymmi como “a mãe da palavra cantada”, mas porque se enamorara de tal forma de Sargaço Mar que ansiava por encontrá-la repetidamente, noite após noite, na ânsia de ampliar o arrebatamento amoroso. E chorava de beleza no teatro escuro. — Leia o post completo.


  • Los Hermanos e a geração Y

    Los Hermanos e a geração Y

    Tenho lido na internet alguns textos falando sobre a “geração Y” - a geração daqueles que nasceram entre o fim da década de 1970 e meados dos anos 1990. Em geral são textos que adotam o ponto de vista dos pais desses “novos adultos”. A julgar pelo que vem sendo escrito, a geração Y anda meio infeliz.  — Leia o post completo.


  • Cantos da escravidão

    Cantos da escravidão

    Os escravos vieram cantando para o Brasil. Fontes históricas do século XVIII indicam que, nos navios negreiros, os capitães encorajavam a dança e a música entre a tripulação de cativos. Era uma forma de reduzir o risco de depressão e morte durante a viagem – ou seja, uma forma de evitar o prejuízo dos mercadores. Ao desembarcar, os africanos continuaram cantando.   — Leia o post completo.


  • Gil tecnológico

    Gil tecnológico

    Há algumas semanas atrás, Gilberto Gil fez, no Rio, o show de lançamento de seu novo CD. Uma coluna social noticiou o evento, trazendo um desabafo do compositor. Em meio a invasão de seu camarim por aparelhos de celular ávidos por selfies, disse o baiano que, além de não ser muito ligado em tecnologia, faz críticas a ela: “Não é a mesma coisa fazer show hoje. Há 20 anos, tínhamos muito mais qualidade, mesmo sem tanta tecnologia. Hoje todo mundo deixa tudo nas mãos dos equipamentos. Esquecem do detalhe manual, que faz diferença”. O desabafo de Gil descortina um dos grandes dilemas de nosso tempo: a saber, de que o avanço tecnológico não necessariamente tem implicado um aumento na qualidade da experiência vivida. É algo que está no ar. — Leia o post completo.


  • O fim é o começo... e o começo é o fim

    Ma fin est mon commencement é um rondó escrito por Guillaume de Machaut, trovador francês do século XIV. Três linhas melódicas se entrelaçam para expor musicalmente o que é indicado pelos versos de abertura: a noção de uma esfericidade perfeita - ma fin est mon commencement et mon commencement est ma fin (“meu fim é meu começo e meu começo é meu fim”). Trata-se de um palíndromo musical. Lido progressivamente ou de trás pra frente, do fim para o começo, a linha melódica articula a mesma seqüência de notas e durações. Dizem que Machaut entregava ao cantor apenas metade da linha, pedindo para que este a cantasse nos sentidos de ida e, depois, de volta. — Leia o post completo.


  • Pelo telefone, deixa isso pra lá... pela intimação

    Pelo telefone, deixa isso pra lá... pela intimação

    Em 1916, o chefe da polícia já estava ligando para dizer que na carioca tinha uma roleta para se jogar, segundo "Pelo Telefone", canção considerada o primeiro samba registrado em nossa história, em que o refrão recomendava ao ouvinte "Deixe as mágoas pra trás, ó rapaz, fica triste se é capaz e verás". — Leia o post completo.


  • 10 frases/coisas que aprendi com Nelson Mandela

    10 frases/coisas que aprendi com Nelson Mandela

    Sabe, fiquei triste na semana passada, triste de verdade, como se alguém muito próximo tivesse nos deixado, um aperto no peito sem fim. Nelson ‘Madiba’ Mandela se foi, deixando conosco a força de sua luta e a beleza de seu sorriso.

    Vi algumas homenagens um tanto quanto hipócritas, pois vêm de pessoas/instituições que promovem apartheids dentro da realidade em que estão inseridas, mas neste momento, devido à força da luta de Madiba, viram-se obrigadas a se curvar e fingir que não representam tudo o que ele combatia. — Leia o post completo.


  • A maldição do samba

    A maldição do samba

    Definitivamente, um dos melhores livros que já li sobre a história do samba é Desde que o samba é samba, de Paulo Lins. Que pesquisa maravilhosa e que passeio por nossa história. Um material como aquele deveria ir para as escolas como retrato fiel de nossa cultura. Tudo muito rico, os primórdios sofridos e esperançosos do que hoje é considerado (apesar da discriminação que ainda sofre) a alma do povo brasileiro. Povo brasileiro que também é título de outro livro, de Darcy Ribeiro, que deveria ser obrigatório na escola. — Leia o post completo.




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