Arquivos de maio de 2012
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As diferenças ( …Betha Pickles, a conservada em álcool! )
28/05/2012 16:42 | Autor: Arrigo Barnabé
Tive um amigo, que conheci durante o curso ginasial, Carlinhos. Quando viemos estudar em São Paulo, o Carlinhos teve coragem de assumir que era gay. E radicalizou na maneira de vestir e se comportar. Passou a se maquiar, e se descobriu como mulher, aprisionada em corpo masculino. Aí inventou de tomar hormônio! Lembro de discutir com ele por causa disso, achava que fazia mal, era perigoso… — Leia o post completo.
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Diretamente da Portela para a ponte do rio Pinheiros
18/05/2012 13:17 | Autor: Arrigo Barnabé
São Paulo é solidão. Lava que cobre tudo. Atravessar a ponte sobre o rio Pinheiros a pé, existe algo mais desolador que isso? Entre o barulho e a fumaça, expectorados pelos caminhões e ônibus, nos sentimos ali quase como náufragos, caminhando sobre o rio. Cônscios de nossa carne, da nossa organicidade, como o náufrago, depois que aspira o ar, abraçado à areia, redivivo, percebe a mínima pulsação do sangue em toda sua capilaridade pelo organismo, o batimento da vida. Olhando para baixo, podemos ver o rio que não corre mais. Antes piscoso, agora viscoso. Estagnado, aquela estagnação do hospital, da penitenciária, dos asilos. — Leia o post completo.
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Encontro marcado com Tom Jobim
12/05/2012 15:24 | Autor: Arrigo Barnabé
Queria colocar a idéia da fonte que seca, essa metáfora, isso nunca ficou tão claro pra mim como naquele dia do mês de dezembro de 1994, em Campinas. Eu estava almoçando em um restaurante que, e voltando do balcão self-service com o prato na mão, encontrei o gerente do restaurante, que me reconhecendo, me cumprimentou, alegre, disse, levianamente, sem saber o que estava falando: então o Tom Jobim morreu… Eu olhei pra ele sem entender, achando que era uma piada. Ele insistiu, e eu, vendo que aquilo poderia ser verdade, devo ter oscilado e empalidecido, pois ele em seguida, percebendo o meu choque, disse, não acho que não é isso, entendi errado, me confundi… Enfim, diante da minha reação, do meu abalo, negou a notícia. Depois do almoço, chegando ao hotel, fiquei sabendo. Ele tinha morrido mesmo. — Leia o post completo.
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Rosas e silêncio para John Cage
04/05/2012 09:39 | Autor: Arrigo Barnabé
Nadir levantou o braço e contemplou as unhas, incendiadas pelo esmalte vermelho da véspera. O sol também brilhava vermelho, prenunciando seu ocaso. Na sala do pequeno apartamento, rasgada por uma janela generosa, a angústia, discretamente cumpria o ritual, exibindo suas credenciais. Ela desviou o olhar para a ânfora, magistral entre os bibelôs da estante, objeto de impecável sobriedade.
As cinzas de seu único amor ali repousavam. — Leia o post completo.


