Arquivos de julho de 2011
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The Queen is dead
28/07/2011 10:53 | Autor: Zélia Duncan
Quando morre um artista que, em vida, encheu a nossa de sentidos, é uma coisa sofrida. Bate um vazio esquisito. Não importa muito o motivo. Se tragédia pessoal, acidente, doença ou simplesmente o fim da linha. Claro que uma pessoa jovem, causa uma comoção diferente, um lamento mais comprido. Mas o fato é que um artista que parte, seja em que idade for, dá espaço pra vida real, pra crueza toda do cotidiano. É uma fonte de surpresas emocionantes e questionamentos importantes, que seca pra sempre. — Leia o post completo.
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Se Noel Fosse Caymmi…
20/07/2011 14:33 | Autor: Zélia Duncan
Noel morreu aos 26 anos e deixou quase trezentas músicas como legado. Mas vejam bem, quase trezentas BELAS músicas. Fico aqui pensando que alguma coisa, desde muito cedo, devia transmitir a ele a urgência de sua existência, a necessidade de desaguar o seu melhor, mesmo antes de usufruir do tempo para seu aprimoramento. Então Noel Rosa deve ter realizado o fato de que não teria o aliado poderoso a seu favor para aprender e aprendeu assim, de repente, como se cada ano fosse uma década. Como se já tivesse nascido pronto! — Leia o post completo.
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Paul, o Simon
13/07/2011 14:14 | Autor: Zélia Duncan
Paul Simon é um songwriter da pesada e merece todo nosso respeito. E mais que isso acaba de lancar um álbum interessante, cheio de vibração e frescor. Ah, mistério esse de se manter interessante e mais que isso, interessado, mesmo depois de tantos feitos. Imaginem, desde os anos 50, que ele está na ativa. Participou de grupos, teve pseudônimo e ainda decifrou desde os sons do silêncio, até os sons africanos, em Graceland(1986), passando pelas águas turbulentíssimas (será que alguém resiste `a esse trocadilho?), desse mercado e desse monte de colegas e apelos visuais sem fim. Cantou em dupla, com o charmoso colega de classe, Garfunkel e , mesmo depois de terminada a dupla, dez anos mais tarde, realizaram aquele concerto histórico no Central Park. — Leia o post completo.
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Netos de Erasmo
06/07/2011 12:06 | Autor: Zélia Duncan
Show de Erasmo Carlos é sempre uma super pedida. No Municipal do Rio, comemorando 50 anos de carreira, é algo que, se possível, não se deve mesmo perder de jeito nenhum. Então, não perdi.
A platéia com um sorriso no rosto antes do show já era prenúncio de que todos saíram de casa convictos da importância daquela data.
Erasmo é um cara grandão, bonachão e cheiroso. Falo porque tive a honra de cantar com ele certa vez e o cara, até nisso, capricha. Erasmo é o irmão do Rei, ora essa, o “good bad boy ” da dupla. O roqueiro que adentra o palco com seu casaco de couro, sua calça jeans e diz que “rock é amor”.
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