Arquivos de junho de 2012
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Gonçalves Dias censurado
27/06/2012 11:38 | Autor: Pedro Corrêa do Lago
Gonçalves Dias tornou-se célebre entre nós desde o século XIX como o primeiro grande poeta a insistir em sua obra numa temática brasileira, e depois indígena. Paradoxalmente, quando ele quis abordar, aos vinte anos, uma carreira de autor teatral, escreveu em poucos anos quatro peças das quais nenhuma tinha tema brasileiro.
As páginas reproduzidas aqui são o título e o parecer do censor que fazem parte do manuscrito original de Beatriz Cenci, escrita em 1843 e copiada novamente pelo autor em 1845, quando Gonçalves Dias resolve submeter o texto ao Conservatório Dramático do Rio de Janeiro, condição necessária para que a peça pudesse ser representada no Brasil. — Leia o post completo.
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O testamento de Jean Genet
19/06/2012 12:41 | Autor: Pedro Corrêa do Lago
Jean Genet foi o autor maldito por excelência da primeira metade do século XX. Nascido de pai desconhecido, abandonado pela mãe aos sete meses, criado no orfanato, Genet, − homossexual declarado numa época em que opções sexuais eram ocultas, − fez todo tipo de biscates, passou pelo reformatório e acabou preso, já adulto, por vários pequenos roubos e crimes.
Com esse perfil, dificilmente teria chegado a qualquer destaque, não fosse seu fabuloso gênio literário, que cedo chamou a atenção de luminares como Jean Cocteau e muitos outros intelectuais franceses, que também manifestaram intensa admiração por sua poesia, suas peças de teatro e seus romances. — Leia o post completo.
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O ditado brasileiro de Henry Miller
12/06/2012 17:45 | Autor: Pedro Corrêa do Lago
Henry Miller é hoje considerado um dos maiores escritores americanos do século XX e foi, sem dúvida, um dos mais cosmopolitas. Viveu por muito tempo na Europa, especialmente em Paris, e conviveu com quase todos os expoentes da arte e da literatura na primeira metade do século XX.
Nos anos 1950 e 1960 ganhou fama de autor maldito, devido à crueza e realismo de seus romances Nexus, Plexus e Sexus, que abordavam com franqueza o sexo, então ainda pouco tratado dessa forma na literatura. — Leia o post completo.
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Todas as cartas de amor são ridículas
05/06/2012 14:51 | Autor: Pedro Corrêa do Lago
Fernando Pessoa levou uma vida modesta e solitária. Sua única “namorada” foi a jovem Ophélia Queiroz, menina inocente que encontrara em 1920, quando tinha 19 anos e o poeta 31. O romance só veio à tona em 1978, com a publicação das quase 50 cartas de Fernando à Ophélia, que esta conservara piedosa e discretamente desde 1930, data da última.
Descobriu-se então um lado inesperado de Pessoa, falando às vezes com a amada como criança, o que levou certos puristas a considerar que a publicação dessas cartas prejudicava a imagem de Fernando Pessoa. Outros estudiosos, mais numerosos, acharam que, ao contrário, a dimensão trivial que as cartas acrescentavam, humanizava a figura do poeta. Afinal, o próprio Pessoa escrevera que “todas as cartas de amor são ridículas”... — Leia o post completo.


