Arquivos de abril de 2012
-
A última carta de Wittgenstein
24/04/2012 16:58 | Autor: Pedro Corrêa do Lago
Ludwig Wittgenstein é talvez hoje o mais admirado dos grandes filósofos do século XX, e certamente aquele de personalidade mais carismática. Filho de uma das famílias mais ricas da Europa, era indiferente ao dinheiro e doou toda sua herança aos irmãos. Foi colega, aos 12 anos, na escola secundária, em Linz, na Áustria, de um certo Adolph Hitler, que muitos acreditam teria invejado seu contemporâneo, aristocrata, belo, brilhante, riquíssimo e judeu. — Leia o post completo.
-
João Cabral contabiliza seus versos
17/04/2012 15:49 | Autor: Pedro Corrêa do Lago
João Cabral de Melo Neto, certamente o maior poeta brasileiro de sua geração, notabilizou-se pela concisão e a busca da palavra precisa. Odiava a verborragia da poesia parnasiana que, segundo ele, lhe “dava nojo” e o havia afastado do fazer poético na juventude. Até descobrir, com Manuel Bandeira e Mário de Andrade, que a poesia não precisava ser como a de Olavo Bilac.
Manuel Bandeira era seu primo e o ajudou no início da carreira, mas seus estilos eram diversos. Cabral praticava um “lirismo de subtração” na feliz expressão do crítico Antonio Carlos Secchin, que criou também a idéia da “poesia do menos” para definir a obra de Cabral. Ainda que admirado por seu perfeccionismo e economia de palavras, um documento privado do poeta, reproduzido nesta página, surpreende ao mostrar que também a quantidade e não somente a excelência importava para João Cabral. — Leia o post completo.
-
O sobe e desce de Machado de Assis
11/04/2012 15:08 | Autor: Pedro Corrêa do Lago
Um aspecto menos conhecido da vida e da carreira de Machado de Assis foi o longo tempo passado como funcionário público. Primeiro como chefe de seção e depois diretor de Secretaria de Estado da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, no Rio de Janeiro. — Leia o post completo.
-
Assinaturas assassinadas
03/04/2012 11:42 | Autor: Pedro Corrêa do Lago
No século XIX, popularizou-se na Europa uma prática que era já comum entre os estudantes alemães, desde o século XVII: a de conservar em pequenos álbuns encadernados, pensamentos, curtos textos manuscritos ou simples dedicatórias de colegas e professores de universidade. Por volta de 1830, passou a ser considerado de bom tom na burguesia europeia que donas de casa que recebiam ocasionalmente escritores, músicos ou artistas mantivessem um álbum no qual os visitantes deixavam alguns versos, notas de música, desenhos ou apenas uma mensagem amável. — Leia o post completo.


