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questões manuscritas

  • A última ópera do Imperador

    A última ópera do Imperador

    Quando o jovem compositor Carlos Gomes, nascido em Campinas, conseguiu, em 1870, fazer representar em Milão, no famoso teatro Scala, uma ópera de tema brasileiro composta por ele intitulada O Guarani (e inspirada no romance de José de Alencar), aquela prestigiosa inserção do Brasil na mais fechada cena cultural europeia foi comemorada pelo Imperador com grande entusiasmo.

    A partir desse momento, sempre que pôde, o Imperador protegeu Gomes, que também se ligará a um grande amigo de D. Pedro II, o Visconde de Taunay. O compositor baseou o argumento de sua penúltima ópera, intitulada Lo Schiavo (O Escravo), sobre uma obra de Taunay. — Leia o post completo.


  • A dedicatória de Roosevelt para Getúlio Vargas

    A dedicatória de Roosevelt para Getúlio Vargas

    A relação dos Estados Unidos com o Brasil alcançou um de seus pontos mais altos em agosto de 1942, com a entrada do nosso país na Segunda Guerra ao lado dos Aliados. Os Estados Unidos haviam declarado guerra ao Eixo em dezembro de 1941, após a destruição de sua frota na Ásia pela aviação japonesa, num episódio que chocou profundamente os americanos.

    Getúlio Vargas hesitava desde 1939 e muitos membros de seu governo (sobretudo militares) demonstravam uma simpatia aberta pelo Eixo e estavam convencidos da vitória final de Hitler. — Leia o post completo.


  • Chico Xavier recebe Bezerra de Menezes

    Chico Xavier recebe Bezerra de Menezes

    Quando morreu, em 2002, aos 92 anos, havia muito que Chico Xavier fazia parte dos mitos vivos brasileiros. Médium e grande divulgador do espiritismo no Brasil, Xavier morreu envolto numa aura de santidade sustentada por seus inúmeros seguidores. O governador Itamar Franco decretou luto oficial de três dias em Minas Gerais, e o presidente Fernando Henrique Cardoso emitiu nota celebrando a “figura querida e admirada pelo Brasil inteiro”.

    Para o menino mineiro de Pedro Leopoldo, que cedo ficou órfão de mãe, foi de fato uma trajetória impressionante. Xavier é ainda hoje, depois de Paulo Coelho e Jorge Amado, o autor brasileiro com o maior número de livros vendidos.

    A carta reproduzida nesta página foi escrita de sua cidade natal em 1973 e dirigida a um dentista, de quem agradece a “valiosa cooperação em nossas tarefas”. — Leia o post completo.


  • O jovem Portinari

    O jovem Portinari

    Dos grandes artistas brasileiros do século XX, Cândido Portinari faz parte daqueles cuja obra foi reconhecida mais cedo. Aos 35 anos, era já tido como o maior pintor de sua geração. Em 1939, o Museu Nacional de Belas Artes expôs quase 300 obras suas, numa mostra visitada por Getúlio Vargas, que consagrou definitivamente o artista. Aos 37 anos, em 1941, foi o primeiro brasileiro a ter uma exposição no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. — Leia o post completo.


  • Andy Warhol e Basquiat no ringue

    Andy Warhol e Basquiat no ringue

    Nada simbolizou mais a ligação hoje mítica entre Warhol e Basquiat que os cartazes para os quais posaram para o fotógrafo Michael Halsband vestidos de boxeadores, para anunciar sua exposição conjunta na galeria Tony Shafrazi em 1985. Foram duas poses, uma em que ambos mostram suas luvas de boxe, e outra em que Warhol dá um soco e parece nocautear Basquiat. Ambas fazem hoje parte das imagens mais conhecidas dos anos 1980 e foram divulgadas nas décadas seguintes em inúmeras ilustrações e capas de livros.

    Reproduzido nesta pagina está o pôster original do soco, com as assinaturas de Warhol e Basquiat. Ainda que cartazes originais com ambas as fotos circulem no mercado de arte e sejam hoje assimilados a obras de arte, exemplares assinados pelos dois artistas são extremamente raros e só se tem noticia da existência de um punhado destes.

     — Leia o post completo.


  • Os talentos de Caruso

    Os talentos de Caruso

    A carta reproduzida nesta página é particularmente saborosa, pois aborda aquela que foi talvez sua maior paixão depois do canto e das mulheres: a comida italiana.

    É também uma carta incomum por ser assinada com uma auto-caricatura. Caruso fez centenas delas para admiradores e amigos, mas raramente incorporou seu rosto ao fim uma carta, servindo de assinatura auxiliar. — Leia o post completo.


  • A paixão de criança de Hemingway

    A paixão de criança de Hemingway

    Em maio de 1912, Ernest Hemingway tinha doze anos e cultivava paixões comuns aos pré-adolescentes americanos, entre as quais destacava-se o beisebol. A carta reproduzida nesta página, dirigida a seu pai, foi escrita de uma das cabines de um trem, então chamados vagões Pullman.

    O jovem Ernie, como era chamado na intimidade, mantinha com o pai um pouco da cerimônia que caracterizava as relações pai-filho na maior parte das famílias naquela época. — Leia o post completo.


  • O contrato de Debret

    O contrato de Debret

    Jean-Baptiste Debret é geralmente considerado, juntamente com Johann Moritz Rugendas, o maior dos artistas viajantes estrangeiros que pintaram o Brasil no século XIX.<br><br>
    A fama de ambos deve-se muito ao fato de seus desenhos terem sido transpostos para elaboradas gravuras, inseridas em álbuns luxuosos que os artistas editaram em Paris, coincidentemente na mesma época, 1834 e 1835. — Leia o post completo.


  • O marco zero da Bossa Nova

    O marco zero da Bossa Nova

    Chega de Saudade é considerada a canção que inaugura a Bossa Nova. Foi escrita por Vinícius de Moraes e composta por Antonio Carlos Jobim no final de 1956.

    A primeira gravação data de 10 de julho 1958, na voz de Elizeth Cardoso, com brilhante arranjo de orquestra do próprio Tom Jobim. Os estudiosos consideram esta gravação o primeiro registro fonográfico da Bossa Nova. — Leia o post completo.


  • Outros rastros de Ricardo III

    Outros rastros de Ricardo III

    Uma das mais sensacionais descobertas históricas recentes foi a identificação dos ossos de Ricardo III, o rei da Inglaterra que Shakespeare tornou célebre com a imortal peça de teatro que leva seu nome.

    Ricardo III é um dos personagens mais controvertidos do passado, demonizado pela maior parte dos historiadores. Também a literatura fixou-o no imaginário popular como o grande vilão que muitos estudiosos pensam que realmente foi. — Leia o post completo.




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