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questões de forno e fogão

  • Galinha bêbada

    Galinha bêbada

    Galinha ensopada à moda chinesa

    E depois de constatar que no verão do outro lado do mundo o pessoal mais cool faz questão de circular de Havaianas, todo prosa de exibir a bandeirinha do Brasil (e tem imitações de monte, sinal de grande sucesso); que em todos os lugares que são (ou querem passar por chiques) acaba tocando bossa nova (eles não têm a menor ideia de que estão escutando música brasileira); e que todo mundo acha o Brasil o máximo, começamos a voltar para o fogão da Glória, no Rio de Janeiro. — Leia o post completo.


  • Lição em Xangai: Oito tesouros, uma especialidade local

    Lição em Xangai: Oito tesouros, uma especialidade local

    Frango Xadrez caseiro

    "Graças à sabedoria de seus filósofos, os chineses têm séculos de treinamento na arte de extrair prazer das circunstâncias mais simples. Como comer é uma necessidade básica e diária, faz parte da cultura chinesa tornar a comida uma grande fonte de prazer e sem para isso depender de materiais raros ou caros, apenas de método e habilidade". Quem nos ensina sobre o papel fundamental da culinária na cultura chinesa é o diplomata F. T. Cheng em seu livro Reflexões de um gourmet chinês, de 1950. — Leia o post completo.


  • Pad Kra-pao kai! Viva!

    Pad Kra-pao kai! Viva!

    Picadinho de carne com manjericão à moda tailandesa

    Para fechar em grande estilo o ciclo de observação dos fogões tailandeses, uma receita coringa, muito apreciada tanto pelos fregueses das cozinhas de rua quantos nos restaurantes. Esta versão da receita foi capturada por observação no Took Lae Dee, cujo nome significa 'bom e barato' e é mesmo, um prato sai em média por R$3,50. A cadeia de restaurantes 24 horas fica dentro dos supermercados Foodland e tem a aparência de uma lanchonete - ou um diner americano. Os cozinheiros trabalham como os nossos chapeiros, e preparam tanto pratos ocidentais quanto asiáticos à vista de quem se sentar no balcão. A equipe de cozinha é reduzida (dois cozinheiros atendem a todos os pedidos) mas eficientíssima, organizada e muito rápida. Os dois cozinheiros vão fazendo um prato atrás do outro, sempre em fogo altíssimo e sempre usando a mesma wok.  — Leia o post completo.


  • Salada cor de rosa: Nyom Kroch Thlong

    Salada cor de rosa: Nyom Kroch Thlong

    Salada de grapefruit com camarões à moda cambojana

    A receita de hoje não veio da rua e nem de restaurante, veio de uma escola. O curso de culinária khmer em Phnom Penh é oferecido diariamente por dois irmãos, um deles, Heng, cozinheiro profissional. Pode ser de meio período (dois pratos e visita ao mercado) ou manhã e tarde, 4 pratos e mercado. Basta chegar, pagar a aula e aderir. — Leia o post completo.


  • Comidas da terra do rei bailarino: lok lak

    Comidas da terra do rei bailarino: lok lak

    Picadinho de carne à moda cambojana

    Phnom Penh, capital do Camboja, está a menos de uma hora de vôo de Bangcoc, mas em estilo a distância é imensa. A cidade é pequena (6 mil habitantes por quilômetro quadrado) e lembra uma cidade do interior do Brasil, com vida de rua animada e tão barulhenta que dá a impressão de que é sempre feriado, uma comemoração coletiva. Quem sabe estão mesmo festejando o simples fato de estarem vivos, o que para quem tem só duas gerações de distância do infame Khmer Rouge, não é pouco e nem simples. Entre 1975 e 1978, durante o Ano Zero, o partido assassinou mais de 2 milhões de compatriotas em nome de uma sociedade agrária mais justa, numa fúria genocida que o mundo ocidental assistiu sem se incomodar e que coube aos vizinhos vietnamitas resolver em 1979. No rastro do Khmer Rouge ficaram cidades destruídas, famílias arrebentadas, minas espalhadas por todos os lugares, inclusive nas ruas e um país na miséria. — Leia o post completo.


  • Cozinhas de rua e arroz frito com carne de siri

    Cozinhas de rua e arroz frito com carne de siri

    Arroz frito com carne de siri à moda tailandesa

    Bangcoc é uma maravilha para quem gosta de comer, mas para quem gosta de cozinhar é um verdadeiro parquinho de diversões. Comer na rua, aqui, é uma tradição, e as cozinhas de rua são muitas e variadas. Cada uma é especializada em um único prato que é repetido, todos os dias, muitas vezes. Só isso já garantiria a maestria do cozinheiro, mas há também a concorrência. Se o freguês não achar que a comida está tudo isso, puxa um banquinho na próxima cozinha: o cozinheiro não pode bobear. Um prato sai entre 2 e 3 reais, com bebida, mas não dá para afirmar que só come na rua quem tem poder aquisitivo menor. Estudantes, funcionários de escritórios, senhoras cobertas de grife e motoboys dividem a mesa nas horas mais concorridas. O denominador comum é serem fãs do mesmo cozinheiro. — Leia o post completo.


  • Suco de limão e luz

    Suco de limão e luz

    Limonada borbulhante e refrescante

    Existem certos lugares que têm a qualidade quase mágica de tornar todo mundo mais educado ou mais bonito. O Oriental de Bancoc*, é um deles. Não sei o que acontece naquela varanda em frente ao rio Chao Praya que as vozes – até mesmo dos turistas que com certeza absoluta são barulhentos em outros cenários – ficam abafadas e soam mais longe, mais baixo. Os toldos e parassóis coam a porção exata de claridade sobre as mesas, e no tom perfeito para ornar com a luz que atravessa o verde tropical da vegetação manicurada do jardim. — Leia o post completo.


  • A sopa triunfal, a balsa e a incrível baía que encolheu

    A sopa triunfal, a balsa e a incrível baía que encolheu

    Canja cremosa de galinha à moda chinesa

    Uma saída com amigos para jantar à cantonesa não se resume em marcar dia e hora. Ou de, como muitas vezes acontece no Brasil, decidir o lugar só quando o grupo já está a caminho do jantar. Aqui se leva comida tão a sério quanto na Itália e na França, só que além do melhor da culinária internacional (todos os chefes de cozinha importantes passam temporadas aqui e depois deixam seus pupilos talentosos cuidando dos restaurantes), é possível encontrar todas as especialidades das várias regiões da China. Assim como na Itália, ir a um restaurante pela decoração, pelo ambiente ou para ver e ser visto é praticamente uma anomalia. Se a intenção é comer, todos vão para comer comida boa e abundante. E nada de prato enfeitadinho. — Leia o post completo.


  • O Grande Salto à frente do paladar

    O Grande Salto à frente do paladar

    Já aviso que é apenas uma opinião pessoal e portanto ninguém precisa ficar revoltado, aflito ou nervoso, mas a comida feita por mão humana (saindo, portanto, do ranking azeite de oliva, queijo parmesão e similares) mais sofisticada que existe é o XiaoLongBao, um pastel de Shanghai na medida da boca cozido no vapor, recheado de carne – e aí é que mora a maravilha – com uma sopinha embutida. O funcionamento é semelhante ao de um bombom de licor: ao morder é preciso tomar cuidado para não babar de fato e de prazer. — Leia o post completo.


  • O jet lag

    O jet lag

    Pudim de manga à moda chinesa

    O endereço certo para gastar a fome no primeiro jantar e inaugurar aqui, com grande garbo, o ciclo de histórias de comida estava escolhido antes mesmo da compra da passagem. Quando a diferença de fuso horário é de onze horas e, por luxo, se soma um atraso de seis horas no voo, por mais que o viajante se esforce é impossível driblar o sono e os planos acabam descarrilhando. — Leia o post completo.



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