Arquivos de julho de 2011
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Mamonas e Novos Baianos – desnecessidade da sala de cinema
28/07/2011 11:58 | Autor: Eduardo EscorelComo na semana anterior, cheguei a São Paulo sexta-feira passada, e no caminho do aeroporto para o hotel procurei no jornal se havia uma sessão de “Mamonas para sempre” no fim da tarde. Esperança vã. Depois de seis semanas em cartaz, o documentário dirigido por Claudio Kahns saíra de cartaz em São Paulo na véspera, continuando em exibição apenas em duas salas de Manaus, e uma de Indaiatuba. Segundo o portal Filme B, nas seis semanas iniciais foi visto por 15412 espectadores e rendeu R$ 140.290,00, resultado que mal cobriria metade do custo da comercialização, em torno de R$ 120 mil. Para pagar o custo de produção seria necessário ter renda adicional de cerca de R$ 1 milhão, correspondendo a aproximadamente 100 mil espectadores, o que é inviável. — Leia o post completo.
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“Mamonas pra sempre” – espectador à procura
21/07/2011 12:05 | Autor: Eduardo EscorelChegando a São Paulo, pensei aproveitar o fim da tarde para ver “Mamonas pra sempre”, dirigido por Cláudio Kahns, amigo de longa data e produtor de uma série de documentários ainda em curso, da qual sou diretor, tratando da disputa pelo poder político no Brasil a partir dos movimentos tenentistas e da Revolução de 1930. A proximidade com Cláudio Kahns me levou a não ver o documentário, nem ao receber uma cópia em DVD quando ficou pronto, nem ao estrear, em 34 salas, há 5 semanas. Surpreso pelo lançamento com 21 cópias, acima do padrão usual do mercado, li satisfeito as críticas ao filme, de maneira geral favoráveis, e fiquei na expectativa da voz da bilheteria, deixando para manifestar minha opinião depois que a sorte de “Mamonas para sempre” estivesse definida. — Leia o post completo.
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Cinema brasileiro – no melhor dos mundos
15/07/2011 12:12 | Autor: Eduardo EscorelNa cerimônia de posse da nova diretora da Ancine – Vera Zaverucha –, realizada segunda-feira (11/7), o diretor-presidente da agência destacou “o bom momento vivido pelo cinema brasileiro, que cresce no número de filmes, no volume de recursos investidos e na sua visibilidade pelo público, que prestigia cada vez mais os filmes nacionais”. Aceitos os pressupostos que a fundamentam, a afirmação pode até ser verdadeira. Mas para quem não considera que sejam esses os parâmetros corretos para avaliar a situação atual do cinema brasileiro, a afirmação parecerá meramente retórica, típica de eventos políticos. — Leia o post completo.
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Woody Allen e Meia-noite em Paris
07/07/2011 15:53 | Autor: Eduardo Escorel e Paola PrestesA documentarista Paola Prestes, que vem se tornando colaboradora regular deste blog, comenta abaixo Meia-noite em Paris, filme escrito e dirigido por Woody Allen, assunto também das questões cinematográficas da piauí_58, de julho, nas quais é cotejado a Mamute, escrito e dirigido por Benoit Delépine e Gustave de Kervern, filme cuja estreia estava prevista para 29 de julho, e foi adiada para 5 de agosto. — Leia o post completo.
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Godard antissemita? – retificação
07/07/2011 11:53 | Autor: Eduardo EscorelTranscrevo e-mail recebido de Fábio Andrade, editor da “cinética”:
Oi Escorel, acabei de ler o seu texto no blog e acho que algumas coisas foram confundidas no meio do caminho. Não sou admirador incondicional do Godard, como você arbitrariamente sugere na frase final. Nem mandei o texto do Bill Krohn como tentativa de defesa. Gosto de vários filmes, gosto menos de outros, e acho alguns francamente ruins. Nem tenho um interesse particular pela questão do antissemitismo nele ou em qualquer outra instância. Tampouco li as biografias em referência, nem tenho qualquer ambição de estar atualizado sobre o tema (embora eu tenha lido entrevistas frequentes com o Godard em que ele critica as duas biografias que você usa como base - a do Brody e a do Antoine de Baecque - o que também não quer dizer muita coisa, uma vez que o Godard discorda até mesmo de si próprio, sistematicamente). — Leia o post completo.
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“A falta que nos move” – percalços da criação coletiva
04/07/2011 16:56 | Autor: Eduardo EscorelO espectador desavisado precisará deixar transcorrer algum tempo de projeção do primeiro filme dirigido pela atriz Christiane Jatahy – “A falta que nos move” – antes de conseguir se situar em relação ao que está assistindo, e mesmo assim, continuará a ter inquietante sentimento de estranheza até o final. Esse efeito algo perturbador é uma das virtudes do filme, mesmo reconhecendo que poderá causar rejeições violentas, como a de Barbara Heliodora, em 2005, quando o texto original foi encenado no teatro. — Leia o post completo.
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Imaginação e cegueira
04/07/2011 09:34 | Autor: Eduardo EscorelDepois de ter lido a coluna de Amir Labaki, na sexta-feira à noite, apalpei meu corpo e, mesmo sem estar sentindo dores ou ter ferimentos visíveis, fui direto para o hospital. Asseguro a eventuais interessados que tomografias e raios X comprovaram que estou bem, sem lesões ou fraturas, apesar dos supostos “escorregões” que teria dado, segundo Amir. — Leia o post completo.
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Godard antissemita? (5)
01/07/2011 17:31 | Autor: Eduardo EscorelNão esperava voltar ao assunto tão cedo, mas Fábio Andrade, editor da “cinética”, e meu ex-aluno, mandou e-mail provocador no final de maio, fazendo reparos indiretos ao antigo professor. As críticas veladas que se referem à idolatria do Fábio por Apichatpong Weerasethakul ficam para serem comentadas, se for o caso, em outra ocasião – só vi dois filmes do diretor tailandês, o que talvez seja pouco para insistir que a adoração por ele me parece resultar de um equívoco. Agora mesmo, Fábio manda notícias de uma exposição de Apichatpong Weerasethakul, em Nova Iorque, na qual “três dos videos são brilhantes”. Guardo meu ceticismo a respeito até conhecer melhor seus filmes — Leia o post completo.


