Rita Toledo* comenta o vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, exibido no Festival do Rio:

Em uma cena do filme do realizador tailandês Apichatpong Weerasethakul, uma princesa, que observa triste sua imagem refletida em um lago, julgando-se feia, é interpelada por um peixe que fala e a seduz. Diante da belíssima cena de caráter fantástico, o espectador ocidental poderia perguntar-se sobre os mitos tradicionais tailandeses, onde o diretor parece buscar inspiração, e imaginar as maravilhas de uma cultura distante, que o cinema talvez pudesse ajudar a revelar ou aproximar, mas que manteriam a obra de Apichatpong encoberta por certa névoa enigmática. — Leia o post completo.