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questões cinematográficas

  • O homem das multidões

    O homem das multidões

    Há poucos diálogos, esparsos e lacônicos, em O homem das multidões, dirigido por Cao Guimarães e Marcelo Gomes. Os personagens não têm o dom da palavra – observam, transitam e cumprem tarefas quase sem falar. Mantém relações dominadas pelo silêncio, o que torna ainda mais opressivo o retrato da solidão na metrópole feito no filme.

    A nota destoante é Margô (Sílvia Lourenço) dizer a Juvenal (Paulo André): “Difícil é o ser humano. Máquina não dá defeito. O ser humano é complicado, né?” Único diálogo conceitual em um filme no qual o sentido do que se vê e ouve está quase sempre implícito. Instante de concessão em uma realização rigorosa, sugerindo um lampejo de insegurança dos diretores com a forma narrativa alusiva que adotaram. — Leia o post completo.


  • O mercado de notícias – dúvidas

    O mercado de notícias – dúvidas

    O mercado de notícias, de Jorge Furtado, participou da mostra competitiva do Festival É Tudo Verdade, no início de abril, foi premiado, no mês seguinte, como melhor filme documentário pelos júris oficial e popular do Cine PE, em Recife, e estreou no Rio há três semanas.

    Só tendo assistido ao filme recentemente, se houvesse oportunidade, perguntaria ao Furtado: — Leia o post completo.


  • De menor nas telas

    De menor nas telas

    Foi preciso esperar 10 meses para De menor, dirigido por Caru Alvez de Souza, chegar às telas do circuito comercial. Isso, depois de ter sido premiado, em 2013, como melhor filme de ficção do Festival do Rio, ex aequo com O lobo atrás da porta, de Fernando Coimbra, e da atriz Rita Batata ter recebido prêmios em dois festivais, um deles no exterior. — Leia o post completo.


  • A invenção do cinema brasileiro – em debate

    A invenção do cinema brasileiro – em debate

    No lançamento de A invenção do cinema brasileiro – Modernismo em três tempos, de Paulo Antonio Paranaguá, em 9 de agosto, houve um debate na sede do Instituto Moreira Salles, no Rio. Paranaguá apresentou o livro, e reiterou seu direito à “reinvenção”.

    Vai transcrita a seguir, minha apreciação do ensaio feita nessa conversa de amigos. — Leia o post completo.


  • O templo e a bola – indicações

    O templo e a bola – indicações

    Recomendo o curta Salomão e um trecho do programa Caldeirão do Huck em que o apresentador visita uma tribo indígena acompanhado de Ronaldo Fenômeno. O primeiro está disponíveis no Vimeo e o segundo no Youtube.

    Miguel Antunes Ramos e Alexandre Wahrhaftig, realizadores de Salomão, tiveram a premonição de retratar o Templo no ano passado, ainda em construção. Agora, ficam nos devendo um novo documentário sobre a inauguração e os ritos praticados no seu interior. — Leia o post completo.


  • Jornada, catracas e vandalismo – um ano depois (IV)

    Com o total de 24233 + 1613 acessos até hoje, A partir de agora – as jornadas de junho e Por uma vida sem catracas, MPL | SP, dirigidos e produzidos por Carlos Pronzato, reúnem um amplo conjunto de depoimentos intercalados por breves clipes musicais das manifestações. — Leia o post completo.


  • Jornada, catracas e vandalismo – um ano depois (III)

    Jornada, catracas e vandalismo – um ano depois (III)

    Em 21 de junho de 2013, dia seguinte à segunda manifestação ocorrida em Fortaleza, Com vandalismo acompanha a terceira, a caminho da Prefeitura Municipal ao som do Hino Nacional. Vândalos e pacificistas começam a fazer o papel uns dos outros até serem dispersados pela cavalaria. — Leia o post completo.


  • Jornada, catracas e vandalismo – um ano depois (II)

    Jornada, catracas e vandalismo – um ano depois (II)

    A vinheta de abertura de Com vandalismo é impactante. Realizado pelo coletivo Nigéria Audiovisual e disponível no YouTube, o documentário começacom “2 Izzqueiros” escrito em maiúsculas pretas sobre fundo branco. A essa legenda segue-se música e um lagarto comendo uma minhoca até surgir em fade “Nigéria FILMES” superposto à imagem, também em caixa alta, a primeira palavra em letras verdes, a segunda em vermelho. Isso, em 22 segundos.

    Depois um instante de tela preta, o volume da música aumenta, surge a imagem fixa de um carro em chamas e começa a narração em off sem eloquência:

    “Junho de 2013. O Brasil entrou em um dos momentos mais enigmáticos de sua história. Assim como os eventos no Egito e na Turquia, o País reuniu milhões de pessoas nas ruas.”

     — Leia o post completo.


  • Jornadas, catracas e vandalismo – um ano depois (I)

    Jornadas, catracas e vandalismo – um ano depois (I)

    Além de Junho e Rio em chamas, outros documentários tratam também das manifestações de junho de 2013, diferenciando-se, porém, desses dois comentados há algumas semanas por não terem feito das telas de cinema do circuito comercial sua principal vitrine – 20 centavos, realizado por Tiago Tambelli, embora lançado no Festival de Documentários É Tudo Verdade deste ano, pode ser visto agora no Netflix; Com vandalismo, “produção inteiramente independente e feita de maneira colaborativa” pela Nigéria Audiovisual, A partir de agora – as jornadas de junho e Por uma vida sem catracas, MPL | SP, dirigidos e produzidos por Carlos Pronzato, estão, todos três, disponíveis no YouTube. Com vandalismo há onze meses, A partir de agora – as jornadas de junho e Por uma vida sem catracas, MPL | SP, desde feveireiro. — Leia o post completo.


  • David Perlov – O caminho de volta (III)

    David Perlov – O caminho de volta (III)

    Diário é um título que pode induzir a erro. O próprio Perlov admitiu nunca ter pretendido fazer propriamente um diário filmado – gênero centrado no próprio autor, valorizando acima de tudo o momento e espontaniedade da filmagem, formado de registros desarticulados e heterogêneos, feitos para uso privado, não sendo permitida sua difusão pública, conforme definido por David E.James em “Film Diary/Diary Film: Practice and Product in Jona’s Mekas Walden”. — Leia o post completo.




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